Publicado por: Robertha O. em: Novembro 19, 2007
Parece que nos veremos amanhã. Digo parece porque não acertamos de outras vezes.
E como será quando nos vermos? Será que nos reconheceremos? E será que diremos as palavras certas para todos os erros? Elas existem?
E se realmente tiver sido tudo um erro? Acertamos em alguma coisa? Erramos em quê? Acertamos ou erramos? É possível que tenha sido certo algo que não durou pra sempre? Eu achava que o certo era isso. Não foi. Então, erramos tudo?
Existe conexão para tantos fragmentos, para este texto mal escrito, sem conclusão? Poderei, ao final, dizer: enfim, separados? Teremos mais perdas ou mais ganhos? Ainda riremos das coisas das quais achávamos que riríamos no futuro? Olharemos para algo com saudade, com ternura? Ou nada de fato aconteceu? Tornou-se tudo vício? O que sobrará?
E se depois dessa conversa tudo se tornar friamente simples? Se polarizarmos tudo e o texto moderno se fizer parnasiano, racional, métrico? Você tem medo que isso aconteça? Sinto que não se esforça para colocar nada no lugar. Se o fizermos, o que sobrará?
Devemos fazê-lo. Espero que de fato queira. Eu e você. Então veremos o que sobrará, o que sobrou. Teremos a resposta para o estribilho.
“I could swallow the moon”.
Deve haver uma razão.