Cotidiano

Assentamento

Posted on: julho 13, 2008

Quando eu morrer, que me enterrem na beira do chapadão
contente com minha terra
cansado de tanta guerra
crescido de coração

Zanza daqui Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não mora mais em mim
Francisco, Serafim vamos embora
Ver o capim
Ver o baobá
Vamos ver a campina quando flora
A piracema, rios contravim
Binho, Bel, Bia, Quim vamos embora

Quando eu morrer
Cansado de guerra
Morro de bem
Com a minha terra:
Cana, caqui
Inhame, abóbora
Onde só vento se semeava outrora
Amplidão, nação, sertão sem fim
Oh, Manuel, Migüilim
Vamos embora

Zanza daqui
Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não mora mais em mim
Francisco, Serafim
Vamos embora
Ver o capim
Ver o baobá
Vamos ver a campina quando flora
A piracema, rios contravim
Binho, Bel, Bia, Quim
Vamos embora

Quando eu morrer
Cansado de guerra
Morro de bem
Com a minha terra:
Cana, caqui
Inhame, abóbora
Onde só vento se semeava outrora
Amplidão, nação, sertão sem fim
Oh, Manuel, Migüilim
Vamos embora

Quando eu morrer, que me enterrem na beira do chapadão
contente com minha terra
Cansado de tanta guerra
Crescido de coração
(Chico Buarque)

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1 Response to "Assentamento"

que letra linda!!!! só pode ser um gato quem te indicou ela!! e fofo e tudo-de-bom!! uau!!!!

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