Cotidiano

Archive for the ‘Epifania’ Category

Em Buenos Aires, lendo os emails da família – desde lejos – e os querendo muito. Músicas ótimas tocando e eu, em um momento suspenso, nao querendo outra vida e olhando para mim, tao para mim, que apesar da saudade de todos e de tudo (Avenida Paulistaaaaaaaa!! UUUUUUUUUSSSSSP!!!), nao há nada maior, nao há nada melhor, nem mais completo e que me encante tanto olhar do que eu. Orgulhosa de mim, orgulhosa da minha vida, onde cheguei!!! Parabéns para mim! Por conquistar tanto, por lutar tanto e por vencer tudo. Sem feridas. Só felicidade e pessoas incríveis ao redor, desde que eu nasci, vendo, torcendo e ficando feliz junto comigo.
E até as músicas tristes ficam felizes. El fuego se convierte en una explosión de felicidad. No quema, no destruye, sino celebra, alumbra, calienta…

“I wish I was traveling on a freeway
Beneath this graveyard western sky
I’m gonna set fire to this city
And out into the desert we’re gonna ride”
(Counting Crows)

Essa música tocava agora há pouco. Nunca havia escutado. Y me sonó tan bien…
I’m gonna set fire to this city!

O post anterior pareceu melancólico, mas na verdade é muito bom poder escrevê-lo. Tenho orgulho do que fiz da minha vida. Imagino como seria se tivesse 13 ou 14 anos e alguém contasse como é a minha vida hoje para mim adolescente, sem dizer que esse seria o meu futuro.

Ela tem o cabelo curto, meio bagunçado, loiro e enrolado, de um jeito diferente. Não se vê muitas pessoas com esse tipo de cabelo. É bem original. Mesmo no lugar onde ela mora, onde há pessoas dos mais variados estilos, nacionalidades e culturas. Então, ela mora na USP. Estuda Letras lá. Estuda na USP porque escolheu, já que também foi aprovada na Unesp e na Unicamp.
Já trabalhou em um banco. Deixou porque ela não faz parte desse mundo, mas fez amizades incríveis lá. Agora ela dá aula de inglês. Nessa transição toda, o namorado a apoiou incondicionalmente e a fez muito feliz nesse 1 ano e pouco que eles estão juntos. Ela parou de dar aulas esse ano porque conseguiu uma bolsa para estudar fora. Imagine, hoje você adoraria ganhar na loteria para poder pagar um intercâmbio. Mas ela não, ela foi contemplada com uma bolsa. Por mérito, não porque os pais pagaram. E não é para fazer um cursinho de idiomas para estrangeiros qualquer, é para estudar em uma universidade. Que tem 400 anos, aliás. Em uma cidade que cresceu ao redor na universidade e, por isso, respira cultura. Agora ela está ansiosa pela viagem e tem muitos planos para quando voltar ao Brasil. Imagine falar três línguas! E no próximo ano, se tudo der certo, ela começará a estudar francês. Você sempre quis ser poliglota. Para ela, só falta uma língua. Deve ser muito bom ser ela, com todas essas conquistas e oportunidades – as que já vieram e ela aproveitou e das muitas que virão, por conseqüência.

Eu imaginava coisas incríveis que eu seria quando crescesse. Eram trajetórias fantásticas que sempre incluíam estudos e viagens relacionadas a estudo ou trabalho. Foram boas histórias, mas, definitivamente, a vida criou uma forma insuperável.

Acho muito determinante o que somos na adolescência. Algumas coisas vêem da infância, mas o que define quem seremos para sempre é a adolescência. A fase adulta ensina sobre atitudes e adequação. Mas personalidade e como nos sentimos em relação ao mundo, é definido nos teen years.
Pensei isso esses dias, por várias razões metafísicas e por uma razão simples: uma letra de música no orkut da Julie. Hand in my pocket.
Ainda reverbera tanto. E não há nada mais teen years para nós – tríade – do que Alanis.

I’m broke but I’m happy
I’m poor but I’m kind
I’m short but I’m healthy, yeah
I’m high but I’m grounded
I’m sane but I’m overwhelmed
I’m lost but I’m hopeful baby
I feel drunk but I’m sober
I’m young and I’m underpaid
I’m tired but I’m working, yeah
I care but I’m restless
I’m here but I’m really gone
I’m wrong and I’m sorry baby
I’m free but I’m focused
I’m green but I’m wise
I’m hard but I’m friendly baby
I’m sad but I’m laughing
I’m brave but I’m chicken shit
I’m sick but I’m pretty baby
And what it all comes down to?
Is that I haven’t got it all figured out just yet
Cos I’ve got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxi cab…

Faz tempo que não escuto Jewel. Estou escutando Spirit. Maravihoso. E isso basta. Por hoje.

Dia bom com Juju, Mari e Nêna…amigas da época de cursinho – com exceção da Mari, que é vizinha em SV, amiga de cursinho, praticamente co-moradora em SP e amiga de faculdade.

Muito bom falar de faculdade e a experiência de morar em outras cidades e não falar de física, matemática, planos infalíveis para passar no vestibular e todas aquelas estatísticas. E isso constitui a coisa doce da vida (sempre permeada de sabores amargos) que é ver as dificuldades passarem e as amizades não passarem nunca.

Dei muitas voltas até chegar no meu objetivo de estudar na Usp e passei por aquele cursinho nesses desencontros com a vida. E se eu pudesse voltar no tempo, escolheria dar todas essas voltas novamente para poder reencontrá-las de novo. E este é outro dentre os melhores sabores: apesar de tantos tombos, ter compensações que fazem tudo ter valido a pena.

Hoje a Paz deu passadinha aqui pra dar um “oi”. Fazia tempo que ela não aparecia.

Posted on: outubro 28, 2006

Porque o bom é poder gostar de tudo, principalmente das coisas mais simples. Manter o foco no momento presente.


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